Fotos:
André Lessa |
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Atualizações
na aerodinâmica e proteção contra o
vento fazem grande diferença quando se acelera forte |
A
linha 2009 da Suzuki GSX 1300R Hayabusa, moto de série
mais rápida do mundo, chega às lojas melhor do que
a anterior. Com tabela de R$ 61.200, a superesportiva produzida
no Japão ganhou 20 cv (são quase 200 cv) e está
mais segura, graças a mudanças na carenagem e freios.
Mas
a alteração mais marcante foi feita no motor. Com
quatro cilindros e 16V, ele teve a cilindrada aumentada de 1.299
cm3 para 1.340 cm3. Agora produz 199,7 cv de potência a
9.500 giros e torque de 15,81 mkgf a 7.200 rpm. O anterior gerava
177,4 cv a 9.800 rpm e 14,09 mkgf a 7.000 rpm. Para resumir o
que isso quer dizer, basta a primeira de seis marchas para que
a Hayabusa ultrapasse os 140 km/h.
Ainda
bem que agora ela vem com um seletor que permite escolher a intensidade
como potência e torque serão entregues. No modo "A",
para pista, toda a potência fica disponível de pronto.
O "B" é indicado para estrada. Já o "C"
é para uso urbano.
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Rodando,
o modelo exige poucas trocas de marcha e mostra muita disposição
nas retomadas de velocidade. Ela também vem com um
sistema hidráulico de assistência à
embreagem, que reduz a força necessária para
acionar o manete e suaviza os trancos nas reduções.
Segundo
a fabricante, as mudanças na aerodinâmica da
moto têm traços inspirados nos do Hayabusa,
falcão de caça que também passa dos
300 km/h. Um dos objetivos foi melhorar a proteção
contra o vento, que faz diferença ao acelerar forte. |
Esportiva
pede poucas trocas
de marchas e mostra muita
disposição para retomadas. |
Os
engenheiros conseguiram diminuir a resistência da superesportiva
ao ar e aperfeiçoaram a proteção ao piloto.
A bolha ficou 15 mm mais alta e a carenagem, mais envolvente.
Mas
é preciso cuidado. Se o condutor não se deitar sobre
o tanque em acelerações mais vigorosas, além
de ter a sensação de que será ejetado do
assento, seus antebraços vão doer.
A
Suzuki também melhorou os freios da moto. Há dois
discos flutuantes de 310 mm na dianteira e um fixo de 260 mm atrás.

Na traseira,lanterna tem LEDs. Seletor permite escolher como torque
e potência serão entregues. Painel mistura mostradores
digitais com relojoaria analógica
Outra particularidade dessa superesportiva é a grande distância
entre eixos, de 1,48 m. Mesmo quando se torce o manete direito
com força, a roda da frente não sai do chão
com facilidade, característica comum no caso de modelos
mais compactos.
As
dimensões exageradas trazem limitações em
curvas fechadas. Já nas de raio longo, as respostas impressionam.
Basta reduzir a aceleração de leve e inclinar o
corpo para o lado. Os pneus, largos, em conjunto com as suspensões
ajustáveis mantêm a moto firme na trajetória.
A
dica para guiar essa moto é saber muito bem qual é
o limite do piloto. O da Hayabusa dificilmente poderá ser
conhecido.
Marcelo Fenerich | Fonte: Jornal da Tarde
Fonte: http://www.zap.com.br/carros/dicas-materias-veiculos/testes-e-avaliacoes/default.aspx?mat=8618